dez 18

São Lázaro

sao-lazaroLázaro é o mendigo e leproso protagonista da parábola de Jesus: O Rico e Lázaro, reproduzida no Lucas 16:19-31

Havia um homem rico que se vestia de púrpura e linho finíssimo, e que todos os dias se banqueteava e se regalava. Havia também um mendigo, por nome Lázaro, todo coberto de chagas, que estava deitado à porta do rico. Ele avidamente desejava matar a fome com as migalhas que caíam da mesa do rico. Até os cães iam lamber-lhe as chagas.(Lucas 16:19-31)

Este mendigo, chamado Lázaro, que não deve ser confundido com o Lázaro de Betânia, que foi ressuscitado por Jesus, é o único personagem das parábolas deJesus que possui nome próprio. Por causa disso, muitos teólogos e estudiosos indicam que ele realmente existiu. A tradição da Igreja Católica o venera comosanto protetor dos males da lepra e dos mendigos. Sua festa litúrgica é celebrada em 21 de Junho.

Parábola do Rico e Lázaro

Alguns usam a parábola de Jesus sobre o “homem rico e de Lázaro”, para provar que Jesus ensinou o tormento do pecador um inferno de fogo literal depois de morte. Isto envolve defender a crença na imortalidade da alma. Lucas 16:19-31 é encarado como uma parábola didáctica para os judeus. Este Lázaro não tem nada a ver com Lázaro de Betânia mencionado em João 11. A Bíblia de Jerusalém (sigla BJ), em uma nota de rodapé, reconhece que é uma “parábola em forma de história sem referência para qualquer personagem histórico.”

O “homem rico” caracterizaria os fariseus. Seio de Abraão é o lugar de honra no banquete presidido pelo pai dos crentes, negado ao homem rico, mas admitido ao pobre Lázaro. As mortes do homem rico e do pobre Lázaro – igualmente simbólicas – representariam uma mudança das circunstâncias. Assim, o antigamente menosprezado entrou numa posição de favor Divino, e o antigamente aparentemente favorecido foi rejeitado por Deus.

Ou, alternativamente, alguns autores sugerem que a parábola é uma paródia sobre os saduceus, e não sobre os fariseus. 1 Eles argumentam que a coincidência entre os “cinco irmãos na casa do meu pai” Lucas 16:28 e os cinco irmãos de Caifás, na casa de Anás documentada pelo historiador Flávio Josefo é deliberada.2Eles também sugerem que a profecia de Abraão, que os cinco irmãos não vai se arrepender, mesmo que Abraão iria ressuscitar o Lázaro da parábola (16:31), é uma alusão à tentativa de Anás e de seus filhos para matar o Lázaro real, quando ele foi ressuscitado por Cristo: “Mas os principais sacerdotes deliberaram matar também a Lázaro” (João 12:10) 3

Contudo, menciona-se também aqui a interpretação aceita por grande parte do ramo protestante do cristianismo, em que na verdade, esta não seria uma parábola, mas uma história real sobre um acontecimento com personagens reais. Em decorrência disto, ficaram firmadas algumas bases doutrinárias, como a antiga existência do Sheol, ou Mundo dos Mortos, dividido em 2 locais distintos separados entre si por um abismo sem fundo: O “Seio de Abrãão”, onde reuníam-se as almas dos mortos salvos na esperança do verdadeiro paraíso, sob o comando do Pai Abraão, e o Inferno propriamente dito, onde estavam reunidas as almas dos perdidos, como o rico mencionado. Durante a morte física de Jesus Cristo e sua descida ao Ades(Sheh-ol), ele resgatou todas as almas dos salvos no Seio de Abraão e as transportou para o Paraíso, onde o ladrão arrependido na cruz já as aguardava. A partir da Dispensação da Graça até os dias atuais, o Seio de Abraão encontra-se vazio de “habitantes” e assim permanecerá até ser desfeito juntamente com esta Terra atual nos últimos dias. Fonte wikipedia.

São Lázaro na Umbanda

Orixá ligado às linhas de Oxalá e Africana, Omulú e o Obaluaê e seus seguidores encaminham as almas dos recém falecidos ao mundo espiritual e deles absorve os fluídos e miasmas que exalam de um cadáver. Daí a sua ligação com os cemitérios, aonde se condensam as vibrações desse gênero, bem como, nos cruzeiros em geral, tais como os encontrados nas estradas, nos cemitérios e nas igrejas. Desta forma Omulú é um Orixá que protege e é também uma das portas de conhecimento que se abre para desmanchar magias maléficas.
  
É necessário muito conhecimento e muita segurança para trabalhar em sua linha vibratória. Quando evocado nos terreiros, a evocação é sempre feita pelos guias, como os Caboclos e os Pretos Velhos, sendo que muitos Pretos Velhos trabalham na vibração de Omulú. 

Suas cores são o branco e o preto, o branco simboliza o sentido da pureza espiritual dedicado a Oxalá e nas contas negras está representada a ausência da vida. Omulú não deve ser encarado como algo assustador, porque ele não é. Omulú e seus enviados são atuantes nos cemitérios e impedem o mau uso das energias e fluídos lá depositados, através dos cadáveres sepultados, dispersando na atmosfera esses fluídos e energias que poderiam ser usados por espíritos malignos em seus hediondos trabalhos de baixa magia. 

Na África ele é o protetor contra a peste, contra a varíola e outras doenças contagiosas. 

Nas obrigações a Omulú são normalmente usadas velas brancas ou brancas e pretas (metade de cada cor e evite usar essa vela a menos que saiba como manipular velas. Se não sabe, use somente a cor branca), cravos brancos ou outra flor branca masculina, água pura ou vinho branco doce e repetimos: Orixás não bebem. No Candomblé, são usadas em descarregos de pessoas doentes, a pipoca preparada em azeite de dendê (sem sal). Na Umbanda é raro esse tipo de descarrego, porém, ocorre em alguns templos.
 
Omulú é evocado nos templos para descarga e cura de doenças de pessoas tidas como desenganadas ou terminais ou ainda, para cura de doenças causadas por feitiços, que não podem ser curadas pela medicina do homem. A evocação deve ser sempre feita pelos Guias, nunca o invoque sem autorização ou sem saber o que está fazendo ou pedindo. Devido a sua ligação com os cemitérios e com os mortos, a evocação de espíritos inferiores pode ocorrer conjuntamente, o que é perigosíssimo.

Cor …………………. Branco e preto
Domínios ………….. Cemitérios
Atuação …………… Contra doenças e feitiços
Saudação …………. Atotô, meu senhor
Elemento …………. Terra

 

Link permanente para este artigo: http://www.casaluzdoamanha.com.br/home/sao-lazaro/